Dissertações e relatos de dois taberneiros sobre coisas mundanas...e não só.

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Out 07

Num tempo que já lá vai, havia um cego que tinha um amigo que morava numa aldeia vizinha.

Um dia, e depois de comer, fez-se ao caminho atravessando o arvoredo que separava as duas aldeias. A casa do seu velho amigo fica no centro da aldeia, e após alguns enganos e outros tantos pedidos de indicações depois, lá se abraçaram os dois aliados.

Comeu-se bem, bebeu-se melhor e conversou-se sacramente…enquanto caía a noite sobre a terra sem que os dois amigos se dessem conta disso… 

Aquando a despedida do cego homem ao seu amigo, este lembrou-se de algo:

-Leva esta lanterna caro companheiro, pois está noite cerrada. – Disse, enquanto lhe estendia uma lanterna de vidro com uma vela acesa no seu interior.

-O vinho deixou-te o entendimento lá dentro caro amigo, não vês que de nada serve uma lanterna a um cego? – Retorquiu o cego esboçando um alegre sorriso.

-Não é para que vejas o caminho, mas sim para que te vejam a ti! – Exclamou o amigo, ostentando um sorriso também ao aperceber-se do caricato daquela situação.

 

…E lá segui o cego, trilha fora, em passo tranquilo e de lanterna em riste sob uma noite sem lua.

A dada altura alguém esbarra com o cego, fazendo-o cair…

Amável e cuidadosamente o estranho ergueu o cego do chão pedindo-lhe tantas desculpas quantas o cego autorizou. Ao recompor-se, o cego pergunta ao estranho:

- Então homem, não me viu? Não viu a minha lanterna?

Ao que o estranho responde:

- Bom homem, a sua lanterna apagou-se… “

 

 

 

Moral da estória:

 

Não vale de muito dar luz a quem simplesmente não vê!!!


 

Inocenciodasilva
publicado por Inocêncio da Silva às 19:01

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