Dissertações e relatos de dois taberneiros sobre coisas mundanas...e não só.

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Dez 07

Este substantivo feminino tantas vezes utilizado para classificar uma “namoradeira” (chamemos-lhe assim por agora…), creio que tem vindo a ser mal empregue pela maior parte dos Confrades masculinos quando se referem á espécie sobre a qual que me debruçarei nesta minha reflexão.

Segundo o dicionário:

- Mamífero ruminante da família dos Bovídeos de grande utilidade para o homem pelo leite que produz;

Ou ainda:

- Mulher considerada má ou traiçoeira;

 

Ora perdoem-me a inocência mas parece-me algo desadequado adjectivar uma moça de “vaca” apenas e somente por não esconder a sua sexualidade.

Sinceramente tenho alguma dificuldade em enquadrar este conceito da ruminância e potencial leiteiro do bicho, com alguém que peca apenas por gostar de sexo.


- “Mulher considerada má ou traiçoeira” –

Aqui ainda me parece mais descabida a ideia, pois a meu ver alguém quem “não esconde” não poderá ser rotulado de traiçoeiro ou mau!

Existem efectivamente mulheres cujo porte se assemelha ligeiramente com um mamífero ruminante, e que a dada altura da sua vida deram á luz uma cria que fez despertar em si a latente capacidade de produzir leite…mas não será exagerado chamar a uma mãe gordinha de “vaca”???

 

Voltando á “pseudovaca” e á classificação que vulgarmente alguns lhe atribuem, creio que o desafio está mal formulado…

Na minha humilde opinião, estas raparigas deveriam apelidadas de “Honestas e Transparentes” dado que dão a conhecer a quem é de direito a sua afirmação sexual, disponibilidade para a mesma, tendência e orientação.


Visto isto, penso que ninguém discordará comigo quando considero desadequada e completamente fora de contexto a adjectivação dada a estas raparigas, honestas e transparentes, e exagerada a figuração relativamente á comparação/analogia ao Bovídeo.

 

Sei que tudo isto não passa de um preciosismo meu, mas perdoem-me por querer exercitar os rigores da nossa língua, já trabalhosa q.b. com as suas armadilhas, vindo ainda alguns mancebos juntar á festa más interpretações…

 

Tenho dito.

Inocêncio da Silva
publicado por Inocêncio da Silva às 14:26

Meu caro Inocêncio, postei sobre esta mulher, à conta de um macaco (não sei que outro nome lhe dar, apesar de os macacos não terem culpa) que acusa, julga e condena as mulheres com quem se deita. Eles lá lhes dão este tipo de denominação. Eu já penso que é mais "cuspir no prato onde comeu".
Allie a 5 de Janeiro de 2008 às 23:02

Penso que a critica que fiz à má adjectivação que esses "macacos" dão ás raparigas, é só por si já um mau começo.
Quanto à "cuspidela" a que te referes, a meu ver será uma direccionada aos céus e que inevitavelmente irá aterrar-lhes na cara.

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