Dissertações e relatos de dois taberneiros sobre coisas mundanas...e não só.

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Out 07
Ao encontro da iniciativa recentemente criada nesta nossa taverna, vem esta segunda dissertação dirigida a um publico mais experiente, mas algo distraido e desatento aos pormenores...

Nota previa: utilização restringida a criaturas extremamente bonitas e atraentes.

 

Cedo notei a falta de confiança que as mulheres bonitas e atraentes têm, e de quanto fácil é chamar a sua atenção até nós através deste senão…

A verdade é que são criaturas que precisam tanto de elogios, olhares indiscretos e galanteios como eu do néctar das minhas canecas, e caso não lhes seja nutrido este apetite incessante de louvores e cortes, lá se lançam nesse nefasto pântano que se designa de depressão psicológica…

Em caso de dúvida relativamente á veracidade deste facto basta observar atentamente esta espécie feminil num qualquer local, sob uma qualquer circunstância, e preferencialmente entre outros convivas para que o estudo seja o mais imparcial e completo possível. Se realizável, esta observação deverá ser completada pela opinião de outros observadores, recrutados para o efeito.

Em verdade vos digo, se existe alguém que irá reparar em quem está desprendido a tudo o que o rodeia serão estas moças, e farão o possível para que atalhem o vosso campo visual ou simplesmente se sugiram. Deste modo, e caso tenham tomado a atenção do “ausente”, põem em movimento todo o seu arsenal bélico (decotes, mini-saias, sorrisos lascivos, faces de anjo, etc…), para ver até onde chega a discrição do fidalgo.

 

Por esta altura já teremos em mão uma oportunidade de nos fazermos valer, coisa que marialvas audaciosos tentaram e não conseguiram…a indiferença foi novidade.

 

A indiferença é a melhor arma nestas circunstâncias, quer seja á sua faustosa figura, ao seu pródigo decote, ou mesmo á sumptuosidade das suas pernocas que mais parecem cinzeladas do granito…deitamos as suas armas por terra e estas arrastam as suas defesas para a mesma cova.

Como é óbvio deverá haver alguma arte, alguma ciência a partir de certo paragrafo desse episódio, ou a graciosa presa se escapará pela noite dentro. A palavra certa na altura certa, a trivialidade de um qualquer humor solto á desgarrada…e sempre, sempre de olhos fixos nos seus, nunca desviando o olhar para nenhum dos pratos que aquele menu tem para oferecer.

Confiem neste vosso confrade, este tipo de atitude deixa-as sem defesas, e se for acompanhado á viola com uma conversa recitada em tom calmo e pausado, com uma voz profunda e exalando confiança, cria-se uma ambiência de mistério que as prende por aquele recanto, aumentando assim a probabilidade de êxito…são ela que o dizem e não eu.

O ser humano tem varias distintivas psíquicas, e todas são vizinhas.

Quando não alcançamos aquela que é alvo da nossa vontade, o melhor é tentar a imediatamente logo ao lado, pois tem uma janela para a vizinha, alem de se darem bastante bem. Fica a nossa presença escrita a cinzel na memória da donzela, seja pelos motivos que forem, e caso a sorte não os tenha bafejado naquela hora, ficam com ficha de cliente para uma próxima visita.

 

Ide intrépidos cavaleiros, e que o céu seja o vosso limite.

Nunca deixeis que barreira alguma vos demova dos vossos intentos de saias.

Avançai estoicamente sobre terras e mares já tantas vezes navegados pois haverá sempre o virar da maré…e que um dia incitará algum navio ao encontro do vosso Cabo Bojador, afundando-o num oceano de emoções (e lençóis, porque não?!)

 

Inocenciodasilva
publicado por Inocêncio da Silva às 19:35

Viva caros confrades, venho do mundo antigo juntar-me a esta confraria não só pela a amizade como também pela rivalidade existente com o outro ser neste planeta que tenta a todo custo se evidenciar. Tendo em conta as diversas situações pelas quais já passei, venho contar-vos um capítulo da minha vida para comprovar a tese escrita nesta canecada . Sendo eu um bom vivãm fui passear por uma dessas casas da noite(não são as que estão a pensar pois não sou desses), e não é que me deparo logo á entrada com um grupo desses seres mundanos a fazer das suas pois mais parecia que estava a ver o "O BBC Vida Selvagem" num episódio de acasalamento do que a entrar num bar para me distrair, pois usavam todas as suas armas para despertar a atenção do ser masculino, podendo mesmo dizer que pareciam que estavam com o "cio", uma situação degradante mesmo, por isso vos digo, tenham cuidado, muito cuidado mesmo porque se algum dia vos acertarem com alguma dessas armas, "DEUS TENHA PIEDADE DAS VOSSAS ALMAS" e com esta me vou para o meu mundo, com um abaço para estes confrades que cá ficam...
Ataleu de Albuquerque a 28 de Outubro de 2007 às 19:21

Carissimo Ataleu de Albuquerque, em verdade te digo que nutro profunda saudade do tempo em que o caçador tinha calças, e punha a navalha na cara.
Hoje em dia é que descreves...
O caçador virou presa e poucas defesas tem contra tal afronta.
Em tempos que já lá vão, o aroma que pairava no ar desses locais era de testosterona. Hoje é chanel 5.
Aquele abraço.

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