Dissertações e relatos de dois taberneiros sobre coisas mundanas...e não só.

22
Jul 07

Boa noite, mui distinto confrade…

 

- “Ainda não está a porta aberta, mas encosta a pança a esta caneca de ferro, farta a sede porque a noite é nossa e do mundo…”

 

Apresento-me… – “Taberneiro Inocencio da Silva, e mais alem o Lazaro Alvares de avental escarlate e de cadeira em riste. Não vá um dos mais ávidos tentar a sorte pela janela que só está acostada” – …acendeu-se mesmo agora a lareira e cheira a roble gasto.

 

O Lázaro já depôs a dita e nela se assenta, enxugando a fronte com a mão. Ainda não abrimos e a coisa já aquece.

A noite vai ser grande, porque a nossa horda é dura de vida, e a intensidade da coisa vem nos olhos e joga-se a dinheiro – guardas e larápios, corsários e embarcadiços, cozinheiros de baiuca, estadistas e carteiristas, bardos e trovadores, o gitano e o burro, o artista e o abade, a meretriz e a velhota da venda, o marido e a patroa, sem farpela nem corpo, só alma.

 Alma de gente com uma mão cheia de contos e um punhado de aventuras para ofertar a quem beba ou simplesmente escute…

Nomes, bem uns chamam-se Inocêncio outros Lázaro, mas são gente, são a gente. Vem de longe mas são de perto, são do peito e perto do coração, e vem beber ao entendimento coisas cândidas como a mágoa e o vaticino da vida.

Sirvo a galhofa para companhia, pois o fardo é pesado e toda a ajuda é bem-vinda.

Que a fortuna nos bafeje, porque a demanda é casta e franca, tal cruzadas á Terra Santa. Santos venham por bem e Demónios…só para recitar narras de terras de além-mar e de além-vida, que inspirem a corja e atice o desejo de ventura.

 

Está na hora. Abra-se a porta e que o clamor das gargantas aqueça mais que as labaredas que agora dançam e extasiam…

 

- “Altos e mui distintos aliados, como posso honrar a vossa presença?…” –

 

...e assim começa...

publicado por tavernacanecadeferro às 23:57

Muita sorte vos deseja este fraterno irmão, que está mais perto de vós que os pés das mãos.
Aquele abraço...
Hailstorm a 23 de Julho de 2007 às 18:01

Muito bem vindo, meu distinto, audaz e saudoso amigo...

Para ti, alem deste abraço, sirvo-te o meu melhor licor...em caneca de ferro, claro...

Antes de articular algo queria louvar tamanha inauguração...pois há muito desejada esta "taverna" era...local onde vamos poder ouvir...tragar...partilhar...ler histórias e façanhas, qui sa, de alguém que se identifique connosco ou não!!
Para estes confrades fica aqui o meu apoio e encómio para tamanho sucesso, não em dinheiro ou em fama mas sim num bom néctar de cevada, a bebida dos deuses...como alguém diz...tenho dito!!!
darta a 24 de Julho de 2007 às 14:25

Não precisas que apoiar tal causa...porque fazes já fazes parte dela.
Este espaço também vai ser teu...

Aquele abraço.

Meus caros confrades, peço as humildes e devidas desculpas por ainda não ter acrescentado as minhas prosas...mas ando em inventario na taverna...ressurgirei prontamente quando a maré virar... não fosse eu o Lázaro...entrementes deixo-vos com um caloroso abraço
tavernacanecadeferro a 28 de Julho de 2007 às 03:36

Inventário???...presumo, vazar excedentes de temporada... e como cada gota esquecida no canto da caneca é tão importante como o primeiro gole,eu quero partilhar essas madrugadas de intensa dissertação!abraços a todos os confrades
KAIKAS a 9 de Setembro de 2007 às 18:27

Ah leão...
Agora é que a casa está completa...

Grande abraço.

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